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sábado

Por Alan Redü

Agenda - Caminhos de Si


Canções de A®mar e desa®mar


Dia 02 de Outubro - São Lourenço do Sul - Caminhos de Si
Feira do Livro de São Lourenço do Sul – 21 hs – Praça Central
Dia 13 de Novembro - Canções de a(r)mar e desa(r)mar II - Pelotas - feira do livro – A confirmar
Dia 14 de Novembro - Caminhos de Si - Inauguração do Museu Internacional do Pampa - Jaguarão
Dia 02 de Dezembro - Don Quixote e Sancho Pança (teatro) - Jaguarão – Feira do livro - Jaguarão
Dia 05 de Dezembro - Canções de a(r)mar e desa(r)mar II - Jaguarão - Feira do Livro
Dia 17 de Dezembro - Lançamento do CD 'Da mesma raiz' – Com Marco Aurélio Vasconcellos
Jaguarão - Teatro Esperança
Dia 22 de Dezembro - Lançamento do CD 'Da mesma raiz' – Com Marco Aurélio Vasconcellos
Pelotas - Teatro 7 de abril
Alan Redü

Por Alan Redü

Saudosismo Político



Em meio a esta instabilidade e perturbação que assola o nosso estado, em meio a tantas denúncias e tamanha contradição de valores éticos nestes últimos meses, um sentimento me vem ao coração, brota da minha alma um Saudosismo Político.
Eu não sou formado e nem acadêmico de ciências políticas, também não sou nenhum intelectual de prestígio,quando muito, me arrisco a alguns palpites, como parte integrante deste organismo chamado estado. E se assim o faço, é mais como um “teórico de bar”, do que com uma opinião científica e exata.
Mas necessário se faz, um olhar sobre a nossa história, a que produziu grandes políticos e personalidades de destaque nacional e porque não homens que mudaram os rumos desta nação...
E assim feito, é natural certo saudosismo, um sentimento que se explica pelo fato de hoje, não haver homens e porque não políticos com os ideais e a dedicação dos de outrora...
Dedicação e entrega de suas vidas as causas pelas quais, abraçaram e lutaram uma vida inteira, não se importando com as dores, ou conseqüências que isso pudesse causar a si mesmo e seus familiares.
Primeiramente me vem à lembrança de Gaspar Silveira Martins, talvez o que, melhor usou, e soube trabalhar com sua oratória e idéias, o seu exercício político, com um brilho raro de poucos, um homem que não quis a revolução, mas teve que se curvar perante ela...
Logo após Assis Brasil, outro gigante luminar, que veio alavancar o progresso do estado e da nação. No mesmo período Oswaldo Aranha, e depois vieram Flores da Cunha, Ângelo Pinheiro Machado, Honório Lemes, Estácio Azambuja e outros não menos importantes articuladores dos caminhos futuros do nosso estado. A figura imponente de Zeca Neto, como líder também doando sua vida a esta terra e a morrer se preciso fosse pelas suas idéias que visavam o progresso de todos. Como não lembrar de João Goulart e Getulio Vargas homens que apesar do desfolhar do calendário a nação jamais haverá de esquecer. Não quero aqui separar ou avaliar seus lados políticos, creio eu que todos lutaram e serviram à mesma bandeira, que é a de dias melhores para o povo do Rio Grande do Sul.
E que falta faz homens desta estirpe nos dias atuais, porque é desanimador quando vemos o que são os esbanjos, numa cidade que deveria ser o exemplo da nação (Brasília).
Que o Rio Grande seja o mesmo de outrora, e que suporte estes impropérios que são desferidos a todos os seus filhos, quando nada merecem, alem de paz, oportunidade de trabalho e uma justiça condizente com o lema de Sua Bandeira...


- ALAN OTTO REDU -

sexta-feira

Por Alan Redü

Identidade Cultural Uma Questão de Personalidade


Alheio aos dois maiores movimentos culturais que despontam no cenário Rio-Grandense, o Tradicionalismo e o Nativismo, estão nós, os filhos desta terra.Em meio à avalanche de informações e outros tantos modismos que a mídia em suas diversas ramificações nos entrega dia-a dia, persiste o chamado Ser gaúcho.Gaúcho, é um sentimento que sentimos no coração,e não depende de filiações “cetegistas”, ou ao simples uso da bombacha ou tão pouco ter ou não nascido no Rio Grande do Sul. É uma manifestação de carinho pelos costumes e usos do Sul, que não se restringe aos Quadrantes Geográficos que as fronteiras políticas nos impuseram, mas sim a toda forma de vida, mais ligada à raiz natural do Ser Humano.Como disse Eron Vaz Mattos, grande Poeta da Cidade de Bagé, que:-“Nos temos cultura própria, e não precisamos de Manifestações Alienígenas”. Mas então como identificar essa verdadeira personalidade cultural? Personalidade esta que nos difere dos outros estados. Como saber se realmente o que manifestamos que gostamos e o que consumimos como produto cultural, é realmente nosso? E se estamos nos realizando integralmente com o que nos é oferecido, dentro da nossa cultura e costumes? Basta olharmos o passado, ver e ouvir nossos ancestrais. E ter a plena certeza que assim farão nossos netos á seu tempo. Nesta miscigenação de múltiplos valores consumistas, e desproporcionados de essência, que nós somos atingidos e quase obrigados a aceitar, com suas novas tendências e infiltrações de outras correntes culturais, que até tem seu valor, mas que é usado apenas, para um fim comercial e capitalista. Daí percebe-se, a grande importância dos meios de comunicação, como formadores de opinião, sugestionando e influenciando as mentes mais susceptíveis e menos cultas. E a classe mais atingida deste processo é a juventude, que se estrutura como sociedade produtiva e consumista, posterior e que se encontra em plena construção de sua personalidade operante.Concluímos no nosso ponto de vista que a cultura de um povo é sua maior riqueza, pois não compra fortunas, mas relata os feitos dos nossos ancestrais.É a parte onde olhamos e nos inspiramos, para enfrentar os tropeços da vida cotidiana. E para isso é muito importante nos estarmos atentos no que ouvimos, lemos e vemos, procuremos estar sempre com um espírito critico, para que artifícios meramente culturais, sem uma fundamentação histórica, não nos seduza, com facilidades e comodidades, mas que em troca desta aparente evolução e beneficio, tenhamos que apagar da nossa história, páginas timbradas com o aço da espada e o sangue-suor dos nossos antepassados...